Sinto, logo existo
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Porque o mundo precisa de delicadeza.
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Terça-feira, Março 31, 2009
Festa "intergaláctica" do Caiubi
Ontem o Clube Caiubi de Compositores fez sete anos de existência. Mas o que é o Caiubi? É um encontro de compositores, organizado por um grupo de músicos de São Paulo. Semanalmente, eles se encontram numa grande festa da moderna canção inédita. É uma celebração à música autoral.
Nesses sete anos, já houve vários shows sob a chancela do Clube, além de ter sido criada uma rede social nos moldes do MySpace. Nesse espaço virtual, criada pelo compositor Sonekka, músicos, compositores, produtores e intérpretes podem trocar ideias e criar parcerias em vários níveis. Desta forma, o Clube se expandiu para além das fronteiras paulistas.
Para celebrar, ontem à noite aconteceu um evento multimídia que reuniu artistas apresentando canções autorais simultaneamente em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Ribeirão Preto, Jaú, Brasília, Belo Horizonte, Florianópolis, Itaparica, Vitória, Buenos Aires e Madri.
Foi tanta gente ligada numa mesma emoção que não poderia ter sido diferente: várias pessoas, de várias cidades, ligadas numa só emoção e numa só energia. Sabe quando se faz o maior silêncio para se prestar atenção ao que acontece no palco? Isso é raríssimo num encontro de músicos!
Enfim, foi uma experiência inesquecível!
Abaixo, alguns momentos da festa no Rio:
posted by Danny Reis
20:11
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Terça-feira, Março 24, 2009
Convite
Tá chegando outro!
Flyer by Nadia Lima
* Notem quem andou escrevendo resenha sobre o local do show!!!!
posted by Danny Reis
01:00
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Quinta-feira, Março 19, 2009
“Pequena pausa na delicadeza” ou “Desculpem o desabafo, mas estou na TPM!”
Quando foi que beber todas, até quase cair, se tornou cool ? Mais: quando foi que se tornou obrigatório?
Já repararam que, em toda festa “bacana”, é obrigatório ter mais bebida que comida? Que ficou out sair em foto fumando, mas é in , chic , hype ou até fashion ser clicado(a) ou filmado com uma garrafinha de bebida nas mãos? Muitas vezes isso me parece bem forçado... Exibicionismo talvez. Vontade de chocar, quem sabe.
Eu sempre me senti uma ET por não adorar bebidas alcoólicas. Claro que bebo de vez em quando, mas é exatamente isso: de vez em quando, e não sempre ou sempre que os outros acham adequado. Festa, pra mim, não é sinônimo de beber até cair, pirar e ficar enchendo o saco dos outros. Me desculpem, mas quem encara as coisas desta forma não merece minha companhia. Eu passo.
Peço desculpas por desagradar a todos os que não têm personalidade, mas eu odeio cerveja. Chope também não passa. Já tentei ser in , mas eu era nova e logo vi que era bobagem ofender meu paladar pra agradar os outros. (Não estou dizendo que todos os que bebem cerveja o fazem por não ter personalidade. Claro que muitas pessoas bebem por apreciar a bebida. OK, absolutamente nada contra! Mas já cansei de ouvir pessoas dizerem que não bebem por gostar do sabor, e sim pra se sentir melhor. Ou seja: boçalidade mesmo!)
Fico chocada quando vou a um evento e noto que agora o “quente” é se encher de bebidas pesadas. Em shows na praia, por exemplo, já não vende mais apenas cerveja. O “legal” é se encher de vodka, uísque com Red Bull, tequila...
Ainda bem que criaram a tal “lei seca”. Muito medo do que essa gente é capaz de fazer por aí...
Desculpem, senhores, mas meu paladar é fino. Gosto de um bom vinho. Uma caipivodka de vez em quando. Caipisakê então, quando tem, hum... Ótimo! Gosto de drinques. Alexander, Piña Colada. Mas não me venham com Sex on the Beach ! Uma vez eu disse que tinha areia demais. Sério: tem gosto de xarope. E (vamos fazer aquele corinho: ooooooohhhhhhhhhh! ): só quando estou a fim. Um copinho e pronto: matei a vontade.
(OK: acabo de me lembrar que gosto de um drinque chamado Kamikaze . Já fiquei bem altinha com ele! Mas não precisa muito: duas doses e já fico alegre.)
Mas, eu bem sei, sou uma ET.
posted by Danny Reis
15:09
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Quarta-feira, Março 18, 2009
Conhecendo “o outro lado”
É fácil falar em se pôr na pele dos outros, mas você realmente consegue? Às vezes a gente precisa de um “sacode” pra isso. Como aconteceu comigo, hoje de manhã.
Há muitos anos, alguém me indicou uma ginecologista e eu marquei uma consulta com ela. Na época, lembro que ela mal me olhou. Achei que era uma dessas médicas (ou um desses médicos, pois independe do gênero) que se preocupam apenas em preencher uma ficha, dar uma olhadinha pro paciente e acabou-se. Acontece que sou exigente e acabei nunca mais voltando.
Pedi outras indicações a amigas e fiquei alguns anos procurando. Até encontrei algumas ótimas, mas que não tinham convênio com o meu plano de saúde.
Depois de várias tentativas frustradas, acabei dando mais uma chance àquela primeira médica, a quem vou chamar de Júlia. Marquei consulta e fui hoje pela manhã. Contei à secretária que já tinha ido lá, mas há muitos anos, e provavelmente nem teria mais ficha.
Entrei na sala, cumprimentei a doutora e comecei a ouvir dela que nós pacientes agimos sempre assim: depois que eles (os médicos) se envolvem conosco, nós damos o fora. E depois reaparecemos. E é por isso que, hoje em dia, ela procura fazer o trabalho dela, mas sem se envolver. Tudo num tom jocoso, mas amigável. Só o que fiz foi rir.
Fiquei com dó. E só aí entendi por que tanta frieza na minha primeira consulta. Mas não tive coragem de dizer por que a havia “abandonado”. O fato é que vou continuar com ela, que no final ainda me deu um abraço. E a indico para quem quiser.
posted by Danny Reis
17:46
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Terça-feira, Março 17, 2009
Álbum
Revendo fotos
Lembrando bons momentos
Cada pessoa me traz um bom sentimento
Saudade
Mas nada de nostalgia
Meu tempo é hoje
A hora de ser feliz é agora
E sempre
posted by Danny Reis
19:35
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Domingo, Março 15, 2009
Divulgando
posted by Danny Reis
13:24
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Sexta-feira, Março 13, 2009
Falando em mulheres...
Hoje fui assistir às Mulheres de Hollanda. Gostando de vozes femininas como eu gosto, além de música vocal e Chico, ver essas cinco em ação é praticamente o Paraíso na Terra! E além do bom gosto musical e talento pra cantar, as de Hollanda ainda têm um trabalho cênico incrível! Não é coisa pra amador não... Minha vontade, ao assisti-las, se alterna entre desistir de cantar e não parar nunca. Delícia!
Olha aí uma mostra do que elas são capazes:
Simplesmente divinas!!!
posted by Danny Reis
00:21
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Terça-feira, Março 10, 2009
Notícia da newsletter Music News:
Juliana Rubim e João Cantiber
O compositor Felipe Radicetti faz show de lançamento do seu novo disco, SagradoProfano, no próximo dia 13 de março, sexta-feira-feira, às 19h, na Fnac Barra, com entrada franca.
Radicetti mostra o repertório de SagradoProfano , lançado em fevereiro pela Mills Records. Ao piano, interpretando suas próprias composições, ele conta com um convidado especial: o violonista João Cantiber, responsável pelas cordas dedilhadas de todo o novo disco. Radicetti divide os vocais com Juliana Rubim, queno disco gravou “Medida”, música indicada recentemente na categoria melhor canção latina do Hollywood Music Awards.
O pocket show entremeia músicas e história de vida e carreira do compositor, que já está no terceiro CD. Felipe também participa ativamente dos movimentos em prol dos musicos é um dos artifices da campanha ”Quero Educação Musical nas Escolas”, cuja lei de obrigatoriedade acaba de ser sancionada. Felipe Radicetti dedicou os primeiros dez anos de sua premiada carreira como organista clássico. Desde 1986, seu foco passou a ser a composição para teatro, cinema e produções para publicidade e somente a partir de 1999, a canção.
Em SagradoProfano , cria um ciclo de canções onde procura refletir sua experiência pessoal diante do sincretismo religioso e a multiculturalidade tipicamente brasileiros.
Felipe Radicetti lançamento do CD Sagrado Profano 13 de março, sexta-feira, 19h, grátis
Felipe Radicetti, piano e voz - Convidados especiais: João Cantiber, violão e Juliana Rubim, voz Local: Fórum Cultural Fnac Barra - BarraShopping Tel.: 2109-2000 Capacidade: 60 lugares.
*Fonte: Music News - 9/3/2009 - Por Jeane Duarte
Felipe é meu parceiro e amigo querido! Seu CD conseguiu me surpreender - logo a mim, que já era fã. Dá uma olhada na capa do CD-livro, um trabalho gráfico caprichadíssimo, que vale a pena ter na sua discoteca!
posted by Danny Reis
18:58
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Notícia bacana!
Festival de música para surdos
Na quinta-feira foi realizado na cidade de Toronto, no Canadá, um festival de música para surdos. O evento teve como atração principal uma cadeira especial desevolvida pelo Centro de Aprendizagem da Ciência e Tecnologia da Música da Ryerson University, que traduz a música em vibrações para a pessoa que a usa. Os sons não são ouvidos, mas sentidos. "Pela primeira vez na minha vida pude me sentir triste ou feliz ao ouvir uma música, porque eu senti as vibrações na minha própria pele", diz Ellen Hibbard, deficiente auditivo que experimentou a cadeira.
*Fonte: Jornal do Brasil - 9/3/2009
Achei isso bárbaro! Definitivamente, a música é a minha religião!
posted by Danny Reis
18:35
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Da minha janela ouço o barulhinho da chuva. Um barulhinho bom... O cheiro que vem é uma delícia. Depois de tanto tempo sem chuva, essas águas de março são mais que bem-vindas. Abaixo, a paisagem da minha janela.
posted by Danny Reis
18:29
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- Você acha que paixão é imprescindível?
- Acho que não. Importante é ter afinidades e respeito. O amor vem com o tempo.
- ...
Ela nunca teve sua pergunta devolvida, o que é até um alívio. Mas ainda hoje se pergunta. Ainda mais depois de várias paixões que vieram, causaram estragos (causaram coisas boas por algum tempo também) e foram embora. Todas implacáveis, avassaladoras – no início e no final.
Afinal de contas: paixão é ou não imprescindível?
posted by Danny Reis
01:22
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Domingo, Março 08, 2009
Saudade x nostalgia
Longe de mim escrever uma tese, mas sinto que existe uma grande diferença entre saudade e nostalgia. Saudade é sempre um sentimento bom. Lembrança de tempos e pessoas idas. Sempre uma recordação que a gente guarda dentro do peito e que, quando vem, traz junto um sorriso e um brilho no olho. Lágrimas, nunca.
Já a nostalgia, quando bate, dói. É a saudade do que se foi e a dor de saber que não volta mais. Ela vem e traz junto uma tristeza, um aperto no peito. E vem sempre cheia de ilusões de que, naquele tempo sim, tudo era lindo. Quase perfeito. Não tinha que acabar.
Conheço bem a saudade. Sinto saudade de um monte de coisas, lugares, pessoas. Mas a nostalgia, esta não é minha amiga. Não quero resgatar o que passou. Passado tem que ficar lá atrás, no lugarzinho dele. Foi ele que me tornou exatamente o que sou. Mas ele não é melhor que o meu presente. O hoje é o nosso presente!
Quanto ao futuro, ah, deste não sei! Não o conheço, ainda não estive lá. Ele me dá certo medo, confesso. Mas me dá mais vontade de viver o hoje. Afinal, é só o que tenho.
posted by Danny Reis
01:19
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Sábado, Março 07, 2009
Às Mulheres
Em pleno mês da mulher, apresento um show intitulado Feminina . Detalhe: marquei a data sem me dar conta disso. E hoje, depois de sair do ensaio do meu grupo vocal, passo numa grande livraria e – inevitável! – saio com dois novos livros. Ambos com temática... feminina!
Os livros são de dois cronistas que adoro: Artur da Távola (já citado aqui) e Lya Luft. Dela, As parceiras (que só agora descubro ser seu primeiro livro publicado) e dele, A mulher é amar .
Coincidência? Certamente que não! Tenho fascínio pelo universo feminino. Inegável que dentro de nós há um mundo muito mais rico que dentro de qualquer homem (so sorry, boys! I love ya, but... ).
Não vou cair aqui no clichê do (suposto) instinto maternal. Falo das nossas entrelinhas, das nossas complexidades mesmo. Já pensou se o mundo fosse preto-no-branco, quanta chatice?
Mulher sangra – e como sangra! Mulher de verdade carrega as dores do mundo sem por isso ser pesada ou neurótica. Falo da nossa capacidade de criar um mundo dentro de nós.
(Dentro da fêmea Deus pôs
Lábios e grutas, canais
Carnes e grutas e cós
Seduções e pecados infernais... -
Tororó – Edu Lobo e Chico Buarque)
Mulher é capaz de suportar dores (físicas ou não) com a maior força. Afinal, só mesmo quem menstrua todo santo mês sabe o que é superação. Matar dois, três leões por dia vira brincadeirinha de criança.
Como cantam Zélia e Rita:
Só quem já morreu na fogueira sabe o que é ser carvão.
posted by Danny Reis
00:46
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