Sinto, logo existo
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Porque o mundo precisa de delicadeza.

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Domingo, Maio 17, 2009


Tempo passando, eu chegando perto dos 3 ponto cinco (shhhhh, não espalha, tá?) e os temidos fios brancos aos poucos vão aparecendo... O que fazer? Sei que a última moda é assumir a cabeleira cor de prata e sair por aí, linda e poderosa. Nada mais descolado e anti-machista. Afinal, assumir os grisalhos era só para os homens. Eles ficavam charmosos. As mulheres pareciam bruxas.

Tudo lindo, tudo muito moderno, e eu aplaudo as corajosas que conseguem fazer isso sem o menor grilo. Mas a verdade é que está me batendo o famoso dilema: deixo vir os grisalhos ou passo um tonalizantezinho básico? Assim eu aproveito para mudar a cor das madeixas, quem sabe... E se os grisalhos vierem e me deixarem com cara de desleixada? Ou com cara de mais velha?

Ó dúvida cruel! O mundo não é justo com as mulheres!!!!

* Ainda por cima, quando fui fazer uma busca por imagens, quase não encontrei mulheres jovens com cabelos brancos. Moda, é? Humpf...


posted by Danny Reis 12:32
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Quinta-feira, Maio 14, 2009


Ando tão à flor da pele
Qualquer beijo de novela
Me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que teu olhar, flor na janela
Me faz morrer
Ando tão à flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele
Tem o fogo do juízo final

Um barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Um bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicido

(À flor da pele, Zeca Baleiro)


posted by Danny Reis 00:43
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Terça-feira, Maio 12, 2009


Ainda bem que o cinema, a despeito de todas as novas tecnologias em favor dos efeitos especiais, não tem só blockbuster. Ainda bem que ainda existe o cinema que não desrepeita nossa inteligência. Eu sei que sou uma ET, que não sou chegada a praia, não curto chope nem cerveja, sou uma gordinha branquela em meio a corpos bronzeados e esquálidos... Sei que meus gostos não são o mesmo da maioria. Ufa!

Filmes de ação costumam me causar o efeito oposto: me dão um soninho! Os que me prendem mesmo têm que ter outros atrativos bem menos tecnológicos, porém mais difíceis: uma boa história, com bons atores e um roteiro inteligente. Em outras palavras, uma boa história bem contada.

É justamente isso que se vê ao assistir Divã: uma boa história, embora não tenha nada de extraordinário, apenas uma mulher de meia idade que resolve, sem mais nem menos (será?), fazer análise. Diz que tem medo de ser tão feliz. Algumas sessões (e crises conjugais) depois, ela vê que não é bem assim. Aquela vidinha que levara até ali não era exatamente sinônimo de felicidade; era comodismo. Eis uma coisa que me assusta muito mais que monstros e alienígenas.

O que me assombra não são vozes vindas do além, bruxas e vampiros. São as reações que uma atriz fantástica como a Lília Cabral pode causar. E é impressionante como ela arranca gargalhadas, e segundos depois, lágrimas. Pra depois nos fazer sorrir novamente. O texto vem da peça de mesmo nome, escrita por Marcelo Saback, e mesmo livremente inspirado no livro da Martha Medeiros (que eu li e amei), tem o dedinho da autora. E ela vai sempre ali, na ferida. Maravilhosa.

Ainda bem que o cinema brasileiro está com tudo!


posted by Danny Reis 20:47
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